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As finanças da educação em Portugal

Figura 1 – Gráfico dos gastos na educação em % do PIB (Eurostat)

Os dados fornecidos pelo Eurostat na percentagem do PIB gasto na educação dos países da zona euro indicam claramente que Portugal tem demonstrado um desinteresse neste setor.

Como podemos ver, desde 2014 que Portugal demonstra um desinteresse em investir na educação dos futuros adultos. Dos 28 países analisados, apresentamos apenas alguns que revelam que em 2011, o interesse do estado português em formar jovens instruídos pesava bastante nos fundos disponíveis, sendo apenas ultrapassado pelos países do norte da Europa (Suécia e Dinamarca), estando muito acima da media europeia.

7 anos depois, a educação não é uma prioridade e países da Europa de leste ultrapassaram o país do extremo sudoeste da Europa. De salientar que estes dados diferem dos disponíveis na Pordata em 1 p.p. em média, sendo os dados do Eurostat mais favoráveis para Portugal.

Mas será que este desinvestimento teve reflexo no resultado dos alunos portugueses?

Vejamos então os resultados do PISA (Programa internacional de avaliação de alunos).

Figura 2 – Gráfico dos Resultados do PISA

Entre 2012 e 2015, os alunos portugueses melhoraram os seus resultados em todas as áreas avaliadas. De 2015 para 2018, os alunos pioraram a ciência e leitura, mantendo o mesmo resultado em matemática.

Será isto resultado do desinteresse por parte do governo?

Embora haja uma relação direta, não se pode afirmar.

Com dados internos podemos ter uma melhor noção dos que se passou.

Figura 3 – Gráfico da execução orçamental em % do PIB e valor gasto por aluno em euros

Dos primeiros resultados do PISA que trazemos para analise, há um investimento na educação.

Embora entre 2012 e 2015 se tenha conseguido manter o valor gasto por aluno e a % do PIB na execução orçamental, os resultados foram superados. Desde 2016, em % do PIB há um claro desinteresse no setor, embora o custo por aluno tenha aumentado.

Figura 4 – Gráfico do número de docentes no público e privado (Pordata)

Entre 2012 e 2015, os docentes foram menos, e os resultados foram positivos.

Entre 2015 e 2018 o numero de docentes aumentou, mas os resultados não foram os desejados (ou talvez tenham sido?).

Ficou mais caro fazer pior.